O Fenômeno Orkut e o Orkontro Baile do Magal
“Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara não é minha
Mas é que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava desse tamanho”
Não Vou Me Adpatar
Arnaldo Antunes - Titãs
Caro Amigo, graça ao Orkut a turma do ginásio se achou. Vários encontros foram marcados. No último encontro deram a sugestão de fazermos um baile no mesmo estilo de antigamente. Até uma garagem já conseguimos achar. Confesso que voltei àqueles tempos onde ficava sentado com caderno na mão até de madrugada desenhando todo o sofisticado sistema de fiação para fazer aquelas benditas luzes piscarem. Então me sentei à frente do computador e comecei a esboçar o baile. De repente algo aconteceu que só fui descobrir duas horas mais tarde.
Devido ao horário avançado, pois já passava das 19:00hs (isso mesmo, sete da noite), eu dormi. O sono foi tão longo que me presenteou com um sonho. Sonhei com o baile, lógico. Cada um da turma chegando. Metade de óculos e a outra metade de lentes de contato, mas todos estavam lá. As meninas (modo de dizer) levaram a comida e nós, os garotos (opa! Que sonorização perfeita, vou até repetir) nós, os garotos, levamos as bebidas. A mesa estava farta. Sanduíches de patês lights, variados bolos (todos lights), amendoim de todos os tipos, diversos produtos de cereais, gelatinas de todos os sabores possíveis e aqueles misturados com creme de leite light, refrigerantes light e diet, sucos de soja, cerveja sem álcool, iogurtes desnatados, salgadinhos sem sal e batidas de Biotonico Fontora com ovo de pata ou Calcigenol batido com gelo.
Depois das conversas animadas às luzes se apagaram e a música lenta começou. A imagem foi estupefante. As meninas ao passarem os braços ao redor dos pescoços dos garotos logo perceberam que não conseguiriam encostar a mão direita na esquerda. Muitas disfarçaram e forçaram os braços, motivo pelo qual muitos garotos tiveram que parar de dançar por falta de ar. Os garotos, por sua vez, logo perceberam que muitas coisas nas meninas que ficavam na horizontal apontando para o futuro promissor agora apontavam para o centro da terra. O pior foi quando perceberam neles mesmos que, aquilo que ficava admirando o céu tão facilmente, agora nem rezando durante toda a dança para o mais novo Santo brasileiro deixava de mirar o inferno.
A ‘depre’ foi pairando no salão quando alguém gritou: TOCA DANCING DAYS. Foi uma injeção de Red Bull. Todos voltam para a pista. Dançávamos como nos velhos tempos, todos juntinhos na mesma coreografia. As luzes coloridas se apagam e é ligado o canhão estroboscopico. Calamidade total. Quem não conseguiu se apoiar em alguma coisa fixa despencou livre, leve e solto em direção ao chão.
Quando todos estavam em pé novamente uma sirene começa a tocar anunciando o som de ‘Os Embalos de Sábado a Noite’. As luzes voltam a piscar, jatos de gelo seco, um casal no meio do salão começa a dançar. Rapidamente os demais, dançando, fazem um circulo ao redor do casal. A garota abre as pernas subindo na cintura do garoto (tudo com muito respeito). O garoto gira, pega na cintura da garota e a joga para cima. A volta é um desastre. O barulho da cabeça da garota batendo no chão foi tão forte que algumas lâmpadas pararam de piscar. Mas tudo não passou de um susto. A garota ainda se levantava quando começa uma confusão na rua. Dois garotos brigando. Bengalas para todos os lados. Acordei. Senti o suor junto com o sangue escorrendo de minha testa.
Depois desse sonho, meu amigos, sugiro trocarmos o baile de garagem por um churrasco, e se possível, na parte da manhã.
Nota: É muito bom ter história, é muito bom ter passado. Amigos do JB, obrigado por fazerem parte da história de minha vida. Forte abraço.
Assinado: (Metrô Linha 743).
No espelho essa cara não é minha
Mas é que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava desse tamanho”
Não Vou Me Adpatar
Arnaldo Antunes - Titãs
Caro Amigo, graça ao Orkut a turma do ginásio se achou. Vários encontros foram marcados. No último encontro deram a sugestão de fazermos um baile no mesmo estilo de antigamente. Até uma garagem já conseguimos achar. Confesso que voltei àqueles tempos onde ficava sentado com caderno na mão até de madrugada desenhando todo o sofisticado sistema de fiação para fazer aquelas benditas luzes piscarem. Então me sentei à frente do computador e comecei a esboçar o baile. De repente algo aconteceu que só fui descobrir duas horas mais tarde.
Devido ao horário avançado, pois já passava das 19:00hs (isso mesmo, sete da noite), eu dormi. O sono foi tão longo que me presenteou com um sonho. Sonhei com o baile, lógico. Cada um da turma chegando. Metade de óculos e a outra metade de lentes de contato, mas todos estavam lá. As meninas (modo de dizer) levaram a comida e nós, os garotos (opa! Que sonorização perfeita, vou até repetir) nós, os garotos, levamos as bebidas. A mesa estava farta. Sanduíches de patês lights, variados bolos (todos lights), amendoim de todos os tipos, diversos produtos de cereais, gelatinas de todos os sabores possíveis e aqueles misturados com creme de leite light, refrigerantes light e diet, sucos de soja, cerveja sem álcool, iogurtes desnatados, salgadinhos sem sal e batidas de Biotonico Fontora com ovo de pata ou Calcigenol batido com gelo.
Depois das conversas animadas às luzes se apagaram e a música lenta começou. A imagem foi estupefante. As meninas ao passarem os braços ao redor dos pescoços dos garotos logo perceberam que não conseguiriam encostar a mão direita na esquerda. Muitas disfarçaram e forçaram os braços, motivo pelo qual muitos garotos tiveram que parar de dançar por falta de ar. Os garotos, por sua vez, logo perceberam que muitas coisas nas meninas que ficavam na horizontal apontando para o futuro promissor agora apontavam para o centro da terra. O pior foi quando perceberam neles mesmos que, aquilo que ficava admirando o céu tão facilmente, agora nem rezando durante toda a dança para o mais novo Santo brasileiro deixava de mirar o inferno.
A ‘depre’ foi pairando no salão quando alguém gritou: TOCA DANCING DAYS. Foi uma injeção de Red Bull. Todos voltam para a pista. Dançávamos como nos velhos tempos, todos juntinhos na mesma coreografia. As luzes coloridas se apagam e é ligado o canhão estroboscopico. Calamidade total. Quem não conseguiu se apoiar em alguma coisa fixa despencou livre, leve e solto em direção ao chão.
Quando todos estavam em pé novamente uma sirene começa a tocar anunciando o som de ‘Os Embalos de Sábado a Noite’. As luzes voltam a piscar, jatos de gelo seco, um casal no meio do salão começa a dançar. Rapidamente os demais, dançando, fazem um circulo ao redor do casal. A garota abre as pernas subindo na cintura do garoto (tudo com muito respeito). O garoto gira, pega na cintura da garota e a joga para cima. A volta é um desastre. O barulho da cabeça da garota batendo no chão foi tão forte que algumas lâmpadas pararam de piscar. Mas tudo não passou de um susto. A garota ainda se levantava quando começa uma confusão na rua. Dois garotos brigando. Bengalas para todos os lados. Acordei. Senti o suor junto com o sangue escorrendo de minha testa.
Depois desse sonho, meu amigos, sugiro trocarmos o baile de garagem por um churrasco, e se possível, na parte da manhã.
Nota: É muito bom ter história, é muito bom ter passado. Amigos do JB, obrigado por fazerem parte da história de minha vida. Forte abraço.
Assinado: (Metrô Linha 743).
