... e do relacionamento entre Temporão e Zeca, nasce o Decreto Anticerveja.
“Ai, que conflito
Roubaram o cabrito do seu Benedito
O couro virou tamborim da escola
A carne do bicho entrou no palito
Benedito ao dar falta do bode
Chegou no pagode com cara de aflito
Pegou o churrasqueiro e deu logo um sacode
Encheu de bolacha o Zé Periquito
Deu tiro na bola, parou a pelada
Que era apitada por Dão Esquisito
Que ao ver Benedito baixando a madeira
Ficou de bobeira engoliu o apito
Mas tinha um tal de Caroço
Que chupava um osso igual pirulito
Esse, Benedito agarrou no pescoço
E atirou no poço na hora do atrito
Pior pro cara do pandeiro
Que cantava maneiro e versava bonito
Mas ganhou uma banda, caiu no braseiro
E gritava bombeiro, me acode, eu tô frito é conflito”
Conflito
Barbeirinho do Jacarezinho / Marcos Diniz
Interprete: Zeca Pagodinho
Por paradigma um conflito é por natureza negativo mas Temporão e Zeca comprovaram que isso não é verdade gerando e agraciando nossa sociedade com o Decreto Anticeveja.
Agora, não quero ser nenhum Benedito mas muito mais gente ‘bebeu’ esse bode.
Tenho uma filha de 15 e uma de 06 anos. A primeira adora ‘axé’, conhece todas as bandas, cantoras e músicas ligadas a esse segmento. Samba, e tudo que se relaciona a esse tipo de música, não faz sua cabeça. A segunda além de programas infantis gosta de música o que para ela é sinônimo de ‘axé’, conhece todas as bandas, cantoras e letras de músicas ligadas a esse segmento. Igual a irmã, samba, e tudo que se relaciona a esse tipo de música, não faz idéia do que seja.
No fim do ano passado uma cantora de axé, profissional de primeira qualidade, carismática, bonita, sucesso reconhecido por todos os cantos do Brasil encantou seus fãs, e aqueles que ainda não tinham caído na sua rede, como apresentadora de programa musical em emissora de primeira linha nas tarde nobres dos finais de semana atingindo, da criança ao mais velho ser humano vivo neste país.
Nossa rainha da música é um fenômeno.
No inicio do ano nossa rainha da música vem para as telonas do cinema em filme de outra rainha (dos baixinhos) para presentear as crianças com sua interpretação nos contos de fadas.
Primeiras horas de janeiro e as propagandas de televisão mudam para novo foco: o carnaval. Em ritimo de samba, Zeca Pagodinho chega com sua voz e imagem para indicar a sua cerveja. Praticamente junto, a nossa rainha da música aparece com sua imagem e voz para indicar a sua cerveja em ritmo de axé contagiante.
Minhas duas filhas não sabem o nome da cerveja de Zeca Pagodinho, mas há um mês, muito tempo depois do final das campanhas das cervejas, em um almoço de domingo, o simples fato de minha filha menor ouvir a palavra ‘cerveja’, já começou a dançar e a cantar, corretamente os versos da música da propaganda da cerveja da nossa rainha da música.
Não quero dar sacode, encher alguém de bolacha, parar uma pelada e muito menos jogar alguém no poço ou em um braseiro, mas se Zeca é patético por apresentar um produto para seu público exclusivamente adulto e Temporão é incompetente por externar algo que o incomodou, como vem sendo dito, qual a definição para a nossa rainha da música (de público infantil, adolescente e adulto), qual a definição para as empresas de publicidade que idealizam essas propagandas, qual a definição para as empresas proprietária dos produtos da campanha, qual a definição para nós, telespectadores, que vemos, ouvimos, nos incomodamos e nada fazemos para mudar além de beber e dançar?
Louvados sejam nossos protagonistas Temporão e Zeca por colocarem fogo em mais um problema social fazendo com que a fumaça se espalhe por lugares distantes e assim, obrigando nosso governo federal, inerte a tudo, correr atrás para apagar o incêndio (como é de seu perfil).
Temporão e Zeca, fica aqui meu convite para tomarmos um Guaraná ouvindo Marina Aydar cantando Tom Jobim com fundo musical de Nação Zumbi mixadas pelo DJ Patife pois como diz o Zeca, cabra e cabrito é a mesma coisa.
Assinado: (Metrô Linha 743).
Roubaram o cabrito do seu Benedito
O couro virou tamborim da escola
A carne do bicho entrou no palito
Benedito ao dar falta do bode
Chegou no pagode com cara de aflito
Pegou o churrasqueiro e deu logo um sacode
Encheu de bolacha o Zé Periquito
Deu tiro na bola, parou a pelada
Que era apitada por Dão Esquisito
Que ao ver Benedito baixando a madeira
Ficou de bobeira engoliu o apito
Mas tinha um tal de Caroço
Que chupava um osso igual pirulito
Esse, Benedito agarrou no pescoço
E atirou no poço na hora do atrito
Pior pro cara do pandeiro
Que cantava maneiro e versava bonito
Mas ganhou uma banda, caiu no braseiro
E gritava bombeiro, me acode, eu tô frito é conflito”
Conflito
Barbeirinho do Jacarezinho / Marcos Diniz
Interprete: Zeca Pagodinho
Por paradigma um conflito é por natureza negativo mas Temporão e Zeca comprovaram que isso não é verdade gerando e agraciando nossa sociedade com o Decreto Anticeveja.
Agora, não quero ser nenhum Benedito mas muito mais gente ‘bebeu’ esse bode.
Tenho uma filha de 15 e uma de 06 anos. A primeira adora ‘axé’, conhece todas as bandas, cantoras e músicas ligadas a esse segmento. Samba, e tudo que se relaciona a esse tipo de música, não faz sua cabeça. A segunda além de programas infantis gosta de música o que para ela é sinônimo de ‘axé’, conhece todas as bandas, cantoras e letras de músicas ligadas a esse segmento. Igual a irmã, samba, e tudo que se relaciona a esse tipo de música, não faz idéia do que seja.
No fim do ano passado uma cantora de axé, profissional de primeira qualidade, carismática, bonita, sucesso reconhecido por todos os cantos do Brasil encantou seus fãs, e aqueles que ainda não tinham caído na sua rede, como apresentadora de programa musical em emissora de primeira linha nas tarde nobres dos finais de semana atingindo, da criança ao mais velho ser humano vivo neste país.
Nossa rainha da música é um fenômeno.
No inicio do ano nossa rainha da música vem para as telonas do cinema em filme de outra rainha (dos baixinhos) para presentear as crianças com sua interpretação nos contos de fadas.
Primeiras horas de janeiro e as propagandas de televisão mudam para novo foco: o carnaval. Em ritimo de samba, Zeca Pagodinho chega com sua voz e imagem para indicar a sua cerveja. Praticamente junto, a nossa rainha da música aparece com sua imagem e voz para indicar a sua cerveja em ritmo de axé contagiante.
Minhas duas filhas não sabem o nome da cerveja de Zeca Pagodinho, mas há um mês, muito tempo depois do final das campanhas das cervejas, em um almoço de domingo, o simples fato de minha filha menor ouvir a palavra ‘cerveja’, já começou a dançar e a cantar, corretamente os versos da música da propaganda da cerveja da nossa rainha da música.
Não quero dar sacode, encher alguém de bolacha, parar uma pelada e muito menos jogar alguém no poço ou em um braseiro, mas se Zeca é patético por apresentar um produto para seu público exclusivamente adulto e Temporão é incompetente por externar algo que o incomodou, como vem sendo dito, qual a definição para a nossa rainha da música (de público infantil, adolescente e adulto), qual a definição para as empresas de publicidade que idealizam essas propagandas, qual a definição para as empresas proprietária dos produtos da campanha, qual a definição para nós, telespectadores, que vemos, ouvimos, nos incomodamos e nada fazemos para mudar além de beber e dançar?
Louvados sejam nossos protagonistas Temporão e Zeca por colocarem fogo em mais um problema social fazendo com que a fumaça se espalhe por lugares distantes e assim, obrigando nosso governo federal, inerte a tudo, correr atrás para apagar o incêndio (como é de seu perfil).
Temporão e Zeca, fica aqui meu convite para tomarmos um Guaraná ouvindo Marina Aydar cantando Tom Jobim com fundo musical de Nação Zumbi mixadas pelo DJ Patife pois como diz o Zeca, cabra e cabrito é a mesma coisa.
Assinado: (Metrô Linha 743).
